Cherreads

Chapter 81 - Volta 2

Infelizmente, como não sabíamos disso não foi oque fizemos e os inimigos nos seguiram até a área depois do lago e do lamaçal.

Uma vez fora da área das árvores o lago também acabava, deixando o chão bem mais firme e permitindo que lutassemos sem muito mais problemas com os inimigos. Esses também pareciam ser mortos inquieto, mas sem armaduras e vestidos mais como aldeões e bem mais fácies de lidar, porém mais desconcertantes.

Dessa luta conseguimos apenas alguns farrapos de tecido e seguimos em frente, paramos enfrente a um grande portão de ferro. Grande, mas fino, com diveross desenhos nele.

Além do portão conseguíamos ver váras esculturas de pedra, principalmente em forma de cruzes.

–Pra que serve esse lugar? – Max perguntou antes que eu pudesse.

–Outro dos lugares estranhos da Provação?. – Anna disse.

Cali respirou fundo e respondeu.

–Pelo cheiro diria que aqui é um ponto de proliferação de mortos inquietos.

Nós também respiramos fundo, realmente o cheio de coisa apodrecendo ficava mais forte quanto mais perto se chegava do portão. Com uma árvore perto (felizmente uma comum, não com algum pedaço de corpo ou cadáver), eu a escalei para ver o terreno a frente.

Do topo dela, pude ver que o lugar parecia ser tão grande quanto o lamaçal, não conseguia nem imaginar o tamanho do lugar pela neblina. Sempre presente, mas bem mais fina que no começo.

Porém pude ver, com total clareza, que aquele lugar estava infestado de mortos inquietos.

Alguns usando aramduras dos cavaleiros, como o primeiro que encontramos, outros usando roupas de aldeões, alguns lugares também tinham uma espécie de fogo azul que se movia entre a nevoa. Tinhamos visto algumas delas no caminho, mas aqui elas eram mais frequentes.

Desci e contei para os outros, agora tínhamos que decidir como iríamos prosseguir.

–Eu digo para continuarmos, quanto mais dos mortos eliminarmos agora, mais fácil vai ser para a próxima vez que viermos. – Cali disse enfaticamente.

–Isso normalmente, mas aqui é a Provação. Já provamos, de todos os jeitos, que as criaturas daqui sempre voltam depois de um tempo. – Mav contrapos.

–Isso com seres vivos, mortos inquetos não contam. E Connor disse que tinha reconhecido o cavaleiro, então é provável que a Provação tenha usado os cadáveres de antes, ou seja, um recurso limitado. – Cali insistiu.

–Nos ainda não sabemos concerteza o jeito que a Provação lida com mortos inquietos. – Eu disse. – Vimos o goblin xamã usando magia impura pra erguer bonecos de carne, mas não temos como saber se isso realmente era apenas o poder dele ou da Provação.

–Oque você está querendo dizer. Que a Provação pode criar mortos inquetos e magia impura espontaneamente, ou pior, intencionalmente?. – Cali perguntou abaixando a voz em um oitavo, prova deixe ele estava realmente zangada. – Se isso for verdade sua aldeia vai ter bem mais problemas que um simples remanejamento, além de dar ao Barão todos os motivos pra acabar com todo esse lugar com apoio total do reino!!. – Cali disse que gritando.

–EU SEI!!!. – eu respondi gritando, acho que pela primeira vez desde que conheci eles. – Eu sei disso, mas se for mesmo verdade. Por pior que seje para meu vilarejo, vai ser melhor se dexarmos a Provação. Assim os riscos para as pessoas...

Eu não terminei a frase, afinal os riscos para as pessoas seriam sim diminuídos. Mas os riscos para as pessoas do vilarejo não seriam tão simples assim. Cali se acalmou, Max e Mav se entreolharam sem saber oque dizer enquanto Anna ficou em silêncio o tempo inteiro.

–Aaahhh!!!!. O ponto é: nós só tínhamos vindo aqui fazer uma verificações inicial, e o tempo para ela já acabou. Melhor voltarmos agora, contar oque descobrimos e esperar pelo melhor.

–Eu ainda acho que deveirmo continuar, mesmo que apenas um pouco, ver se tem algum tipo de fonte que gera os mortos e se não houver.... Existem ordens que podem ajudar a deixar as coisas mais seguras, sem que vocês apreciarem sair daqui, e sem riscos. – Cali disse, mas não parecia muito confiante.

–Concordo com o Connor, além do fato de termos que verificar os efeitos dos itens que conseguimos. – Max disse, bem mais calmo que no começo da exploração.

–Eu concordo mais com a Cali. Mesmo que não aja nenhuma fonte e seje a Provação quem crie os mortos inquietos (espontanea, ou propositalmente). Se conseguimos demostrar que ela, ou mesmo eles, não representam risco direto. Mesmo as leis do reino podem ser.... torcidas até um certo ponto, para deixar sua vila segura. – Mav disse de um jeito um pouco mais forçado que o normal para ele.

Ficamos com 2 a favor de voltar e 2 a favor de continuar mais um pouco.

–Oque você acha Anna? – outra vez nós quatro nos voltamos para a mais nova. Quantos vezes já deixamos a maior decisaonpara ela?.

Como alguém que 5 anos mais velho que ela, não posso dizer que me orgulho disso. Mas é inegável que ela é uma das mais inteligentes de nós e frequentemente ela toma as melhores decisões (não sempre frequentemente).

Ela olhou para o lamaçal e o lago parado por onde viemos, para uma das árvores com um cadáver balançando levemte, para o portão negro adornado a frente, para nossas roupas e finalmente para nós. Ela olhou nos olhos de cada um, parecendo parar por um pouco mais ser tempo nos meus.

–Huuummmm, com tudo que já vimos o melhor realmente vai ser–.

********************

No fim decidimos voltar sem atravessar o portão. Mas não sem um certo comprometimento de todos nos.

Cali ativou o cristal de retorno, meio a contragosto, e logo estávamos na alcova do templo tombado da superfície.

Ficamos cegos por alguns momentos com a diferença súbita de luz. No "segundo andar", a luminosidade era tão baixa que mesmo sendo dia, tínhamos que ficar constantemente nos lembrando que ainda nem deveria ser meio dia, por quão escuro aquele lugar era.

Como se fosse perpetuamente um por do sol encoberto por nuvens escuras com uma neblina branco-aconzentada para obstruir ainda mais a visão.

Considerando o tempo que levamos desde o cordar na cabana, junto do tempo da reunião, uma pequena exploração nossa na "aldeia" dos goblins, até a hora (ou um pouco mais) de exploração no "segundo andar", acho seguro dizer que deveria ser por volta do meio dia ou meio da tarde.

Geralmente seria uma hora com movimento moderado, com alguns grupos ae apresando para pegar os últimos lugares da Provação, ou com a maioria das pessoas saindo para lavar os itens obtidos para a aldeia. Alguns sendo transportados para as aulas inferiores receber tratamentos emergenciais ou saindo das mesmas depois desse recuperar.

Basicamente seria uma hora do dia movimentada mas não abarrotada. Geralmente.

"–Alguem consegue entender owuensta escrito?

–Que criaturas são essas?

–Aquilo é um morto inquieto?

–Não seje idiota!!!

–Como foi a luta com os demo-goblins durante a noite?.

–Voces viram mesmo o Monstro Negro?

–As forças do Barão ainda estão lá?

–O circo do Piqval ainda vai fazer apresentações?

–Quando o Connor e os garotos vão voltar?

–Por que deixaram um bando de crianças ir para um lugar desconhecido assim??!!!"

A cacofonia de vozes veio logo depois da cegueira, já era quase comum ouvir algumas vozes abafadas, algumas exaltadas outras assustadas e até bem animadas durante na área perto da "recepção".

Mas algo desse nível?.

Acho que só tinha acontecido na volta da primeira expedição.

Nós olhamos brevemente e concordamos em sermos os mais discretos que conseguimos. Não conseguimos dar 2 passos pra fora da alcova do círculo mágico antes de sermos notados.

More Chapters